terça-feira, 27 de maio de 2008
Inaugurada a Rádio CEMUNI III
Nasce como uma mídia interna do CEMUNI 3, que atenderá aos alunos e professores funcionando como meio de comunicação local e de divulgação de eventos que vão desde congressos, encontros, seminários, palestras e cursos, chegando ao nível de apresentações de PA's e PG's, além da comunicação sobre reuniões de departamento (suas pautas e decisões).
O projeto RÁDIO DO CEMUNI 3 prevê a elaboração de uma programação semanal sempre no horário do almoço (de 12h às 13h) e no final das últimas aulas da tarde (também por um período de 1h).
Nos próximos dias, acompanhando a estruturação da rádio, divulgaremos mais textos explicativos sobre essa iniciativa que acaba de se concretizar.
Fazer barulho pra acordar quem está dormindo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008

Em reunião de departamento realizada na semana passada, nós alunos conseguimos um espaço aberto para discussão com os professores a ser realizada no pátio do nosso CEMUNI 3, na 5ª feira, dia 29/05, às 16h.
Um dia antes, às 18h e também no nosso pátio, realizaremos uma PRÉ-ASSEMBLÉIA para fechamento de algumas questões que serão discutidas na assembléia. Tentaremos também nesse dia, já a presença de alguns professores.
É absolutamente necessária a presença de todos os alunos visto a importância que esse momento tem para o futuro do curso de Arquitetura e Urbanismo.
Reformulações são necessárias. Que comecem!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
só aproveitando o espaço do BLOG pra divulgar
pq acho que é do interesse desses habitantes...
SEMINÁRIO ABERTO
COMUNICAÇÃO, BIOPOLÍTICA E CIBERCULTURA
Leitura e interpretação coletiva do texto
RIZOMA, de Gilles Deleuze & Felix Guattari
Dia: 16/05/2008 (sexta)
Local: Sala de Reunião - Cemuni V
Horário: 14 horas
realização:
Departamento de Comunicação Social
laboratório de estudos sobre internet e cultura (labic)
Coordenação Geral: profº Fábio Malini
Presentes: Bruno, Juninho, Karlão, Larissa, Ximba (Patrik).
Horário: 19h, CEMUNI 3, Sala 7 (?)
A reunião teve como propósito e anseio a discussão sobre a EXTENSÃO universitária e principalmente sobre o EMAU.
Discutimos formas de [AÇÃO] e princípios como o da PERMACULTURA e de ONGS (Instituto ELOS e ASHOKA) que estão realizando os seus trabalhos em comunidade carentes, local de interesse de AÇÃO do EMAU.
Acreditamos que o EMAU não é uma forma rígida e cartesiana e sim um [CORPO RIZOMÁTICO NÔMADE INDEPENDENTE E HOLÍSTICO] que penetra em todos os campos da universidade e da comunidade. Um lugar de passagem que coordena e produz atividades/oficinas/vivências [INLOCO], aberto a todos que tenham vontade de participar e de principalmente [TRANSFORMAR].
Pensar o CÉLULA agora está sendo pensar grupos independentes que fomentam atividades/discussões/vivências.
As atividades que estamos a fazer são:
_01 DISCUTIR E ESTRUTURAR O DOSSIÊ ALICE COUTINHO.
--- DIAGRAMAR E EDITORAR O DOSSIÊ.
--- A PROPOSTA É REALIZAR DUAS OU TRÊS AULAS DE INDESIGN ABERTAS, FOCANDO EM EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO. Com o propósito de facilitar e sofisticar O DOCUMENTO.
_02 LEVAR UM POSICIONAMENTO/CARTA PARA O EREA-JF SOBRE OS EMAUS, FENEAs E AÇÕES DE EXTENSÃO.
_03 PERMACULTURA E NOSSOS INTERESSES.
PARTICIPE DAS REUNIÕES.
ABERTO A TODOS OS ESTUDANTES E PROFESSORES.
PRÓXIMA REUNIÃO SEGUNDA-FEIRA (18/05), 18H30, CEMUNI 3 !
...habitantes...
quarta-feira, 14 de maio de 2008
[ENSINO]
1. Foi relatado por vários alunos o comodismo por parte de alguns professores e deles mesmos. Se um professor entra na sala sem vontade de dar aula, não há como querer que o aluno se interesse pela matéria. Por outro lado, a recíproca também é verdadeira: alunos desinteressados não estimulam os professores a darem boas aulas. Não sabemos como resolver isto. Mas deve haver alguma solução. “Se por um lado alguns professores não cumprem plenamente a tarefa de educar, orientar e despertar o interesse dos alunos, os últimos pouco se envolvem com questões que permeiam sua própria formação como indivíduos, arquitetos urbanistas, cidadãos críticos. Não cabe apontar de quem é o erro. É urgente e fundamental o engajamento de todos” (reivindicação de aluno em uma reunião aberta). De qualquer forma, houve a cobrança de que os professores estejam dentro das salas, mas não só fisicamente. Há uma reivindicação, de maneira geral, de que os professores dêem as aulas e que as mesmas sejam planejadas previamente. E, sempre que possível, que os alunos tenham conhecimento prévio do que será dado em cada aula.
2. Em algumas disciplinas, os alunos não vêem a relação que as mesmas têm com a arquitetura, o que, naturalmente, os leva a questionar: “Para que estou aprendendo isto?” Em outras disciplinas, a falta de interesse do professor em se preparar para a aula reflete diretamente nos alunos, desestimulando-os. Em outros casos, ainda, os alunos reconhecem a boa vontade do professor, mas acreditam que a disciplina poderia ser mais estimulante se houvesse troca com outras disciplinas (reivindicação recorrente quanto às disciplinas de projeto entre si – PA-PA, PU-PU, PA-PU-PAISAG, incluindo aí Conforto Ambiental aplicado a essas disciplinas – e com disciplinas do Centro Tecnológico – Sistemas Estruturais, Instalações Técnicas e Tecnologia das construções). No caso das disciplinas de Teoria e História, o estímulo poderia vir através de uma maior troca com a própria cidade, por exemplo. Por último, algumas aulas foram consideradas monótonas pelo uso massivo do aparelho de data-show. Os alunos sentem muita falta de discussões em sala de aula.
3. Sobretudo os alunos do início do curso (Primeiro Bloco) não vêem ligação entre as disciplinas e não sentem uma evolução verdadeira (não sabem se aprenderam em PA II mais do que em PA I, e assim sucessivamente). Estes consideram as disciplinas introdutórias como fundamentais como forma de resolução dos problemas listados acima (Introdução à Arquitetura, THAU I, PA I, DA, por exemplo, são disciplinas que poderiam costurar estes conteúdos, servindo para fornecer ao aluno iniciante um panorama geral do que o Departamento entende enquanto Arquitetura e Urbanismo, estabelecendo pontes entre as diversas matérias e estimulando-os. Mas isto só acontecerá se, antes de qualquer coisa, houver planejamento semestral e encadeamento vertical e horizontal entre as disciplinas).
4. “Não há uma preocupação por parte da administração do curso com relação às matérias que ficam sem professores, acabamos ficando meses sem algumas delas” (relato de aluno). Outra preocupação é referente à semana de apresentação dos trabalhos de graduação – uma semana praticamente sem aula, o que pode comprometer o conteúdo.
5. Os alunos observam uma defasagem em relação a temas recorrentes à arquitetura e ao urbanismo contemporâneos. Questões de sustentabilidade, habitação, meios de representação gráfica e processo criativo não são abordadas da forma como poderiam. Não há centro de pesquisa de tecnologias ou, se há, não temos acesso. Não há um espaço de experimentação manual de formas tridimensionais, já que o galpão do CAr não contempla maquetaria.
6. O acervo bibliográfico é antigo, com poucos livros recentes. O acervo é bom somente na parte histórica, pois na parte tecnológica e de arquitetura contemporânea está defasado.
7. Os alunos questionaram a possibilidade de haver mais professores. E de discutir a necessidade disso.
8. Continuamos com problema com as optativas.
9. Os alunos demonstram interesse em saber o que é produzido nos outros períodos. Não há apresentação pública. Não se expõe mais os trabalhos realizados durante os períodos. As orientações são feitas em sala de aula, mas a produção é confinada nas casas dos alunos ou nos laboratórios. Não há coletivização das discussões.
10. Necessidade de revisão de programas das disciplinas. Alguns programas ou estão defasados ou não têm sido cumpridos de fato como deveriam. Observar se está havendo sobreposição de matérias nas disciplinas, sobretudo nas de Teoria e História. Deve haver um acompanhamento maior por parte do Departamento das disciplinas ministradas pelos Professores do Centro Tecnológico, visto que ementas e programas das disciplinas são modificados arbitrariamente. “O envolvimento dos professores inclui aí as disciplinas que nos oferecem os outros departamentos, já que, por ignorância, subestimam nossa formação e competência” (relato de aluno).
11. Reivindicação generalizada de revisão do encadeamento horizontal das disciplinas de um mesmo período (“buracos” entre as aulas).
[ENSINO _ PÓS_GRADUAÇÂO]
1. Os alunos reconheceram a necessidade de conhecer melhor as estruturas acadêmicas. Uma das questões levantadas diz respeito ao fato de que haverá um número cada vez maior de alunos do mestrado ministrando aulas da graduação. Reivindicação de uma estrutura interna do Departamento que regulamente isso. Quais os critérios para monitoria para a graduação? Se há legalidade, qual a porcentagem de aulas sem a presença do professor efetivo? Existe um estatuto do mestrado ou da graduação que regulamente isso? Se houver temos como ter acesso? Se o professor não está presente como será feita a avaliação dos monitores? Não haveria a necessidade de uma disciplina na grade do mestrado de didática (aos moldes da USP_ Programa de Ensino e Aprendizado – PEA)?
2. Os alunos gostariam de poder ter acesso a algumas matérias do Mestrado como optativas para os alunos finalistas. Seria uma forma de intercâmbio salutar entre graduação e pós-graduação, ponte entre conhecimentos, fomento de futuros interessados no curso de pós-graduação.
3. As aulas que os professores dão no mestrado não os isentam de dar aulas para a graduação. Necessidade de saber como está a carga horária dos professores. Há sobrecarga? Desvio de carga horária da graduação para a pós-graduação? Há o comprometimento do tempo de planejamento e preparação para as aulas da graduação? E o tempo para troca entre os professores da graduação, existe ou foi comprimido?
4. Quais são os critérios e proporções por semestre da saída de professores para mestrado, doutorado, seminários, eventos, encontros? Esse tipo de intercâmbio só faz sentido se for transposto quantitativamente e qualitativamente nas aulas, sendo o esvaziamento da sala de aula um contra-senso.
[ENSINO _ REPRESENTAÇÃO ESTUDANTIL]
1. “Falta liderança e representação estudantil. Não há uma estrutura clara existente e funcionando. A carga horária limita nossa articulação”.
2. Não há eleição para o Centro Acadêmico com regularidade. Quando há, é feita informalmente demais.
3. Os alunos não se sentem à vontade para entrar no CALAU. É livre no nome, mas não na prática. Um dos motivos apontados foi a homogeneidade na composição das últimas administrações.
4. O Centro Acadêmico não tem cumprido seu papel de levar as reivindicações dos alunos para o Departamento. Ao mesmo tempo, essas reivindicações não chegam ao CALAU. A representatividade está esvaziada, refletindo o esvaziamento generalizado do curso.
5. O Centro Acadêmico não têm tido representatividade na escala do colegiado. Não há um Diretório do Centro de Artes. O que há é um Diretório Acadêmico que congrega os cursos de Artes Visuais e Artes Plásticas.
6. Não acontece uma Semana de Arquitetura no início do período.
[ADMINISTRATIVOS]
1. Problemas com a atual Chefia de Departamento: maus tratos com alguns alunos e técnicos administrativos; recusa em cumprir sua função de chefia. Com registros inclusive na empresa prestadora de serviços BRASLIMP e na ouvidoria por parte dos alunos.
2. Assumir o cargo de Direção do Centro isenta o professor da tarefa de dar aula. Isso gera um buraco no quadro. O mesmo em relação ao professor que foi cedido para a Prefeitura de Vitória.
3. Os professores que assumem o cargo de Coordenação de Curso ficam visivelmente sobrecarregados, sobretudo com questões de secretaria.
4. “Por que somente os professores podem assumir cargos de chefia de departamento e de direção de centro, se há uma conjunção partilhada de interesses dentro da universidade (alunos, professores e funcionários), sendo que algumas atribuições de gerência e administração os professores não tem o perfil de desempenhar?”(questionamento de técnico-administrativo).
[PESQUISA _ EXTENSÂO]
1. As revistas, publicações, relatórios e artigos realizados durante as Pesquisas e os Projetos de Extensão não são acessíveis a todos os alunos, pois não há cópias dos mesmos na Biblioteca.
2. Não há uma apresentação regular e pública da produção e resultados das pesquisas de alguns Núcleos ou Grupos de Pesquisa.
3. O material bibliográfico conseguido pelos Núcleos de Pesquisa, através de fontes de fomento como, por exemplo, a FACITEC não tem sido repassado à Biblioteca Setorial, sendo que há um termo de doação que tem que ser formalizado: Como está sendo feito esse procedimento? Os fundos de apoio têm conhecimento desses procedimentos? Se tem como está sendo a divulgação e acesso dos alunos aos livros? Observa-se que o conteúdo de tais livros é bem mais atualizado do que os que a Biblioteca possui.
[INFRA _ ESTRUTURA]
1. O prédio é subutilizado. Das 07 (sete) às 09 (nove) horas da manhã, por exemplo, há pouquíssimas aulas acontecendo dentro do prédio CEMUNI III. Em alguns dias, não há qualquer aula sendo dada neste horário. Algumas salas não são utilizadas para dar aula.
2. O edifício poderia ser mais bem distribuído. Nosso espaço físico (divisões de salas de aula) não privilegia uma produção de arquitetura que integre amplamente todo o conteúdo discente e docente.
3. As aberturas não têm permitido uma boa ventilação, posto que muitas das que ficam voltadas para o pátio não costumam ser abertas. A temperatura dentro das salas já foi, inclusive, motivo para que a aula não fosse dada. E é um dos motivos alegados para que as aulas do CT não sejam dadas aqui, será esse o argumento?
4. O edifício não possui boa acessibilidade, mas já tem rampa, mesmo que com inclinação inadequada. A sinalização é mal-feita, dentro e fora do prédio.
5. As instalações são antigas. Há goteiras, entupimentos, tomadas que não funcionam, ventiladores que não ventilam, lâmpadas que não iluminam suficientemente. O problema com as goteiras perdura há, no mínimo, seis anos. Nunca foi totalmente resolvido.
6. A estrutura de pranchetas, mesas e cadeiras é precária “Covardia passar 3 a 4 horas sentados em banquinhos” (relato de aluno). Os aparelhos utilizados estão defasados e sucateados. Os professores precisam trazer seus equipamentos para uma melhor condição de aula. Os professores consideram que o número de datas-show é suficiente? Os móveis do Departamento, de maneira geral, também se apresentam em más condições.
7. No que diz respeito à limpeza, é visível que deveria ser melhor. E os alunos assumem a culpa parcial disto, já que os mesmos não observam regras mínimas de convivência comum, como jogar papel no lixo e não deixar as garrafas de refrigerantes espalhadas pelo CEMUNI.
8. Os banheiros não têm sido limpos com a freqüência desejada. Ainda que fossem, o mau-cheiro permanente indica que pode haver problemas da própria instalação. No banheiro masculino, por exemplo, há um mictório inutilizado há pelo menos um ano e os outros dois freqüentemente apresentam problemas de entupimento, além de um vaso sanitário que a descarga não funciona.
9. O bebedouro foi trocado recentemente, mas parece que a caixa d’água que o alimenta não possui tampa, além disso, não há registro que a caixa d’água foi limpa há muito tempo.
10. Ao ceder espaço físico para a cidade, a Prefeitura, em contrapartida, se comprometeu a realizar obras no campus. O Centro de Artes ainda não foi contemplado com o que foi proposto, que é o edifício da cantina e da biblioteca, sendo o único centro em que ainda não foram iniciadas as obras.
11. Existe a demanda de um espaço em que os alunos pudessem guardar seus materiais (como maquetes, por exemplo).
12. Aonde serão alocados os computadores novos que chegaram à Secretaria do Centro de Artes? O que esperam para serem disponibilizados para os alunos? Seguirá o mesmo destino dos equipamentos da comunicação social, encaixotados até a obsolescência? Existe uma demanda crescente por tais equipamentos inclusive os de menor desempenho que poderiam ser alocados em ateliers de projeto para suporte às aulas, por exemplo.
[PONTOS _ POSITIVOS]
1. “Apesar de tudo isso, gosto de estar aqui, me sinto bem convivendo com tanta gente legal” (relato de Técnico Administrativo).
2. A relação de liberdade e proximidade entre professores e alunos construída ao longo dos anos no CEMUNI sempre foi apontada como um dos principais pontos positivos da Escola. Haja vista o fato de professores como Clara, Augusto, Martha, entre outros, terem freqüentado a faculdade.
3. Observa-se um grande empenho em dar aulas, formar cidadãos pensantes e passar conhecimento por todos os professores que ainda não se acomodaram ao sistema de ensino.
4. A inserção do nosso curso dentro do Centro de Artes é positiva no sentido que estimula crescimento cultural, social e artístico, quesitos imprescindíveis para a formação de um bom arquiteto urbanista.
5. O número de professores em relação ao de alunos é considerado ideal. Relação aproximada de 15 alunos para cada professor com o quadro completo. Isso possibilita uma maior flexibilidade e arranjos estruturais da grade, do programa e de horários.
6. O acervo da Biblioteca Setorial é considerado bom na parte de História da Arte.
7. A possibilidade sempre presente de nos manifestarmos e termos a possibilidade de sermos ouvidos.
Cria-se aqui uma plataforma aberta de discussão sobre o curso de Arquitetura e Urbanismo!
terça-feira, 13 de maio de 2008
+ _ somos estudantes de Arquitetura e Urbanismo em movimento por melhores condições de ensino _ encaminhamos aqui nosso meio de comunicação _ nosso manifesto diário _ estamos buscando adesões para discussões em campo ampliado ao nosso campo específico _ uma multidisciplinaridade deseja por nós _ um extra-corpo em combate ao ensido engessado e maciço que de modo geral nossa universidade nos propõem ou impõe de certa forma _ queremos romper matéria e nos contaminar por outras experimentações de campo de pensamento ampliado ... contamos com sua contribuição ...
+ habitantesdocemuni3
++_ Temos nossos propósitos _acreditamos que através da arquitetura e do urbanismo poderemos tornar esse mundo melhor _ notadamente por residirmos num país com tantas distorções e injustiças sociais que muitas vezes são desconsiderados e endossados em nossos projetos e em nossas atitudes _ sendo esse tipo de comportamento, infelizmente reproduzido na estrutura de escola que temos _ mesmo essa sendo de caráter público ainda não exercitamos o ensino e a prática da arquitetura e do urbanismo de maneira coletivizada...
+++_ Sabemos de nossas limitações de infra- estrutura e de equipamentos _ mas também achamos que não podemos limitar nossos sonhos a estruturas materiais _ aparelhos de captura que totalizam e manipulam nossas vontades de acordo com a conveniência _ acreditamos que mesmo assim poderemos vencer com argumentos ideológicos e propositivos algumas amarras que nos colocam vazios de idéias de como transformar nosso curso em algo melhor ...
++++_ Acreditamos no poder do argumento, acreditamos que mais importante que sermos arquitetos e urbanistas precisamos nos tornar pessoas melhores _ ativos e contestadores de uma realidade surpreendentemente nefasta _ temos o argumento da razão e da liberdade _ liberdade de vos convocar a nos ajudar minimamente com suportes de novos sonhos e possibilidades _ acreditamos _ precisamos de adesão _ queremos ampliar o espectro de nossas discussões ...
+ habitantesdocemuni3
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Cenário 1 – Norte
...0 partimos de quatro perguntas básicas:
a – qual o ensino que temos na prática?
b – qual o ensino proposto pelo Projeto Pedagógico do Curso?
c – qual o ensino de arquitetura que queremos ter?
d – qual a viabilidade e quais as dificuldades em se implantar tal estrutura de ensino?
...1 propor que os Grupos de Trabalho Tomem conta do Projeto Pedagógico. Partes mais importantes: Apresentação até Organização Curricular, p. 36.
...2 reforçar apoio de representação nas salas de aula – Representantes de cada período. Frisar a importância de que cada sala tenha a possibilidade de se manifestar – voz. Tentar passar autonomia e liberdade de comunicação entre cada sala. Fomentar discussões e trocas entre as salas – momento circular.
...3 passar em cada sala com o Programa das Disciplinas presente no Projeto Pedagógico. Saber dos alunos se o Programa e a Ementa das matérias têm sido cumpridos e sondar algumas possibilidades de melhoria.
...4 registro de cada reclamação, dúvidas e propostas em forma de diário.
...5 depois de cada Grupo de Trabalho tomar conhecimento do Projeto Pedagógico, cada Grupo, individualmente, tentar responder às mesmas perguntas básicas:
a – o que temos na prática?
b – o que foi proposto pelo Projeto Pedagógico do Curso?
c – o que queremos ter?
d – qual a viabilidade e quais as dificuldades em se implantar isso?
...6 criar possibilidades de os alunos mais novos de curso conversarem sobre nosso ensino com os professores. Um dos pontos positivos mais valorizados do curso é justamente a relação de proximidade professor-aluno. Ajudar os alunos a conhecerem isso.
...7 marcar nas sextas que membros de cada Grupo de Trabalho e cada Representante de Turma apareçam no pátio para conversarem sobre o que aconteceu durante a semana e propor atividades para a semana seguinte.
...8 foi proposto que nossa estrutura de reunião ocorrerá, sempre que necessário, de forma aberta e livre de participação, no pátio do Cemuni 3. Os horários poderão ser os de menor atividade acadêmica e maior movimentação de pessoas – alunos e professores – ou seja, horário de almoço (12 às 13h) e de final de tarde (por volta das 18h).
...9 estabelecemos dois momentos diferenciados da nossa mobilização:
A partir de uma leitura prévia do Projeto Pedagógico e dos Programas das Disciplinas, passar em cada sala de cada período a fim de saber quanto dos Programas está sendo posto em prática.
Proposta de ir além do que está formalizado no Projeto Pedagógico. Formar uma comissão de pesquisa (professores e alunos) disposta a inovar nossa estrutura de ensino de arquitetura e urbanismo.
...10 estabelecer os objetivos da mobilização. Objetivos Gerais:
a. re-estruturar o movimento estudantil do curso de arquitetura, visando, ainda, a mobilização dos Centros Acadêmicos do Centro de Artes e um maior diálogo com o Diretório Central dos Estudantes;
b. transformar reivindicações, possibilidades, anseios e vontades num documento formal a ser apresentado ao Departamento em Assembléia Geral do Curso, no pátio do Cemuni.
G.T. Extensão:
G.T. Infra-estrutura:
G.T. Atividades.
Segunda-feira, 12/05:
EFETUADA A COMPRA DE 22 LIVROS a serem doados para a Biblioteca Setorial conforme lista indicada pelos professores Homero, Clara, Paulo Vargas, com participação de alguns alunos. O valor gira em torno de R$ 1300,00 e os livros chegarão em duas semanas (previsão). O dinheiro é fruto do repasse da X Comissão Organizadora do Encontro Regional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo, ocorrido em Vitória no ano passado;
Conversa com a professora Cristina Engel durante o horário de almoço;
Diário de Conversações
Conversa com Cristina Engel:
comprometeu-se a encaminhar uma carta à reitoria endossando nossa permanência, desde que sejam dados alguns retornos de nossa parte, tais como responsabilidade pela estrutura física do prédio nos horários em que não há professores ou funcionários, inclusive fins de semana, a proibição do uso de bebidas alcoólicas e drogas em geral - compromissos já assumidos desde o primeiro dia de mobilização. Solicitou um cronograma de retirada das barracas. Já havíamos pensado nessa possibilidade, e nossa idéia é a de permanecer até o dia que seja marcado uma assembléia com todos os professores, alunos e funcionários do DAU no pátio do CEMUNI 3.
Sábado, 10/05:
Compareceram membros dos Grupos de Trabalho. Discussão do Cronograma de Atividades possíveis para a semana seguinte. Novas barracas; novos habitantes.
Diário de conversações
Conversa com André Abe;
Grupos de apoio e de atividades se instituírem como suporte às demandas diárias e programadas do curso;
Comissão de representantes de turma + professores coordenadores voluntários em agendamento de visitas/programação de evento, seminários, palestras, convidados para as aulas;
Apoio voluntário e monitoria voluntária;
Rádio estendida.
Conversa com Bruno Bowen (fim de semana):
Oficina + palestra – semana de atividades;
Permacultura associada à cadeira de Tecnologia e Recursos Naturais – saber como esse conteúdo pode ser distribuído entre várias matérias de todos os departamentos. Isso pressupõe pesquisa e agendamento de reuniões entre chefes de departamentos. As professoras Cristina e Márcia já tinham um projeto de editar um artigo que se utiliza dessas idéias;
Planejamento habitacional – clube da construção + EMAU + ONG;
Apresentação do Escritório Modelo na quarta-feira (14/05)
Quarta-feira, 07/05:
Literatura
Poesia
Arquitetura
Durante o dia, idealizamos um Cronograma de Atividades Previstas até o final da semana. Às 18 horas, mesa com o aluno Paulo Muniz, formado em Letras pela UFES e graduando em arquitetura.
Visitação na sala do 4º Período. Conversações com D.C.E., Romanelli, Eneida, Bruno, Paulo Vargas, Renata Hermany, e Rogério. À noite apareceram alguns alunos de Psicologia. O curso deles passa por um momento semelhante. Possibilidade de eles mobilizarem os estudantes do curso.
Diário de conversações
Quarta (07/05/2008)
Conversa com a professora Eneida M. de Souza Mendonça:
Preocupação com a aposentadoria dos professores:
Importância da Pós-Graduação na renovação do quadro de professores.
Conversa com o professor Bruno Massara:
Sugestão de seqüência de filmes por temática (de Metrópolis a Matrix, passando por Blade Runner)
Conversa interna numa madrugada dessas...
Estabelecemos como prioridade fazer um apanhado de matéria por matéria em cada período – visitações;
Reforçar a ajuda dos primeiros representantes de turma, com a participação do mesmo;
Trazer este representante para a discussão geral;
Reforçar o convite;
Pedir aos representantes para conversar com os professores – dias: quinta e sexta (alunos iniciam um diálogo com os professores para saber se os professores possuem ou não dedicação exclusiva, quais as disciplinas que ele ministra e quais as principais dificuldades que ele encontra ao fazê-lo: se falta a infra-estrutura necessária, se os alunos estão desinteressados demais para que role boa discussão, ou se o professor está sobrecarregado com alguma disciplina do mestrado, ou exercendo cargos administrativos ou com pesquisa);
Estabelecer a hora do almoço como horário-ponto de repasse... circular pelo pátio... mostrar disponibilidade... dividir atividades...
Segunda-feira, 05/05:
Materialização
Habitação
Preenchimento
Transformação
Permanência
Renovação
Reunião no pátio, criação dos Grupos de Trabalho (Ensino, Extensão, Infra-Estrutura, Atividades) e montagem das barracas. Conversamos com representantes do D.C.E. (Dani, Arthur e Nilson) e com os professores Bruno e Romanelli.
Publicaremos, entremeados por outros textos, o histórico dos habitantesdocemuni3 que se manifesta de diversas formas, aqui registradas cronologicamente. Exporemos conversações, diálogos, sugestões, reuniões, críticas ou qualquer outra forma de apreensão de vozes que agora encontram um registro... um eco coletivo independente de hierarquias no qual alunos, professores e funcionários desvelam seus anseios
...
... o movimento poderia ter acontecido em qualquer prédio ou em qualquer curso... são linhas... inflexões ... é um movimento latente, de desejo, de angústias... vontades que circulavam no espaço-tempo até colidirem em corpos desejantes, cansados da inércia, também desejada, salutar às estruturas de contenção estabelecidas...
... não somos “ocupantes”, “invasores”, “assentados”, “moradores” ... somos habitantes... habitamos o CEMUNI 3 de forma física e subjetiva, sentimentos coletivos manifestos em espaço, principalmente porque esse recinto nos habita ao ponto de sermos uma só coisa...
... a sua debilidade descasual nos destrói e nos irrompe a nos movermos... por isso movimento... alunos que sempre aqui estiveram e criaram relações de significância com tal objeto... Reiteramos: Aqui sempre estivemos! Clamávamos sonantes, mas somente agora sejamos vistos...
... o objeto barraca é teto, implantação, símbolo ... Para Sartre: “Olhar para algo é tornar este ser um objeto de atenção. Todo olhar objetiva, torna coisa o existente contemplado”... Queremos tornar nossas vozes maciças... de peso suficiente a serem consideradas...
... Não aceitamos a mediocridade como verdade... Essa vontade gravitacional de nos imobilizar no chão... Esse ímpeto pelos escombros... O empoeiramento de nossas vistas após cairmos nos faz deambular desnorteados... Mas também sabemos... Que tudo que se desestabiliza... Que rui... Abre campo para reconstrução com as mesmas pedras... Abre campo para experimentação de outras formas...
manifesto_habitantesdocemuni3
domingo, 11 de maio de 2008
_AOS ESTUDANTES
Quando tudo é silêncio e deserto
É hora da voz saltar
Do braço em impulso retomar o desenho
Do corpo em grafismo repovoar as cidades ...
A timidez é o menor dos sentimentos a serem vencidos
O tom do som deve ser baixo
Nunca ruído...
Em altura suficiente a se fazer chegar aos ouvidos
Palavras ditas são verbos de mudança
Exaltar a voz
É grito último para quem perdeu a razão
Contundência nas atitudes
E podemos edificar o que quisermos
Inclusive a nós mesmos
Não há guerra aqui. Já existem suficientemente pelo mundo.
Não há soldados. Mas arquitetos e urbanistas.
Temos que construir na destruição
E destruir as estruturas da injustiça humana
O território está aí
Repleto de vidas que não tivemos fôlego de ter por perto
E nos falta ar com tal responsabilidade
Nossos pensamentos estão cheios
É hora de repousá-los aqui, juntos
Na sala de nossa casa chamada CEMUNI III.
sábado, 10 de maio de 2008
Olá! Muito provavelmente você não nos conhece. Afinal, não temos nome nem forma. Mas temos uma função: mexer com você! Somos um grupo de estudantes de vários períodos da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo que atua informal e paralelamente às estruturas formalizadas (Centro Acadêmico, Departamento, DCE), mas que pretende tomar corpo e tentar, com a sua ajuda, colocar alguns pingos em alguns i’s (porque querer colocar em todos seria querer demais).
Como não somos um grupo formalmente instituído, temos acesso a muitas conversas informais, reclamações de corredor, reivindicações sérias e até picuinhas. O que temos ouvido recentemente nos leva a crer que este é o momento ideal para intervir. Primeiro porque a insatisfação é geral – do 1º ao 10º Período, incluindo aí alguns professores menos acomodados; e, segundo, porque amanhã pode ser tarde demais. Como dizia um antigo puxador de Escola de Samba, “A hora é essa!”.
Em primeiro lugar, gostaríamos de lhe fazer algumas perguntas:
_ O que é, para você, Arquitetura e Urbanismo?
Até que ponto você esperava mais dos professores e qual a parcela de culpa de cada um deles?
Bom, caso você ainda não tenha se feito tais perguntas anteriormente, está na hora de começar a afazer. E, se você ainda não possui todas as respostas na ponta da língua, a gente selecionou algumas delas:
_ Resposta padrão: não sei.
Isso é o que mais temos ouvido atualmente. Sobretudo fora dos muros da Universidade, onde se encontram pelo menos 80% da população brasileira. Mas, aqui dentro, costumávamos ouvir, e nem faz tanto tempo assim, respostas do tipo:
Profissionalmente, o arquiteto deveria contribuir, por exemplo, na pesquisa de materiais, técnicas e tecnologias que barateassem o preço da habitação, de forma que todos pudessem ter acesso a uma moradia digna.
E isto é apenas uma paleta do leque de opções de coisas que poderíamos e até deveríamos fazer e que não estamos fazendo. Ou que fazíamos e desaprendemos a fazer. Charles-Edouard Jeanneret, um famoso arquiteto do século passado, disse certa vez que “muitos não avaliaram que se trata aqui de uma atenção fraternal dirigida ao outro; que a arquitetura é uma missão que exige a vocação de seus servos; que, voltada para o bem da moradia (e da morada que, depois de abrigar os homens, abriga o trabalho, as coisas, as instituições, os pensamentos), a arquitetura é um ato de amor e não uma representação” [Mensagem aos estudantes de arquitetura, p. 32].
É uma pena, mas a verdade é que as coisas não são mais como antigamente. E se mais de 80% da população, que pagam impostos para que nós estejamos dentro de uma Universidade Pública não sabe o que nós estamos aprendendo aqui dentro e, o que é ainda pior, não sabe para que serviremos quando sairmos daqui, é preciso ter em mente que nosso curso, assim como nossa profissão, está tendendo, pelo menos em nosso entorno imediato, à obsolescência e à inutilidade. E isto é sério. E tem a ver com você. E só depende de você querer transformar esse estado de coisas.
Não sei que tipo de profissional você quer ser quando crescer, mas nós sabemos que a UFES tem formado profissionais que contribuem para manter as coisas “na mais perfeita ordem”, ou seja, foram muito bem preparados para deixar as coisas como estão. E nós não queremos isso!
Se você também não quer isso, se está insatisfeito, se quer mudar alguma coisa, seja na infra-estrutura física, seja na estrutura acadêmica, então está na hora de começar. Em primeiro lugar, você precisa ter em mente que tem, sim, sua parcela de culpa nisso. Precisa saber que a UFES não é “essa bosta” que você está pensando, porque se você acreditar que é, se conformar com isso, porque quando chegou já estava assim, não vai fazer nada para mudar.
E aí? Você topa? Se disser que sim, que está pronto para sair da casca, que está preparado para esquecer tudo o que aprendeu no cursinho preparatório para o vestibular que você fez, principalmente em matéria de arrogância, prepotência e competição, que está disposto a abraçar alguma causa coletiva, mesmo que isto implique em abdicar de algum projeto pessoal, então você pode responder ao último item. Vou perguntar de novo: O que você esperava dos professores e como eles têm satisfeito (ou não) suas expectativas?
Se você está pronto para dividir suas angústias com a gente, estamos propondo alguns momentos em que discutiremos isso e tudo o mais que você tiver em mente:
_ 1º momento: Amanhã, terça-feira, 29 de abril, às 16 horas, no pátio do CEMUNI III. Apareça! Microfone livre!
_ 2º momento: Quarta, quinta e sexta seguintes: estaremos, nas tardes desses dias, tentando transformar as reivindicações dos alunos em um documento oficial, que será encaminhado pelas vias legais e formais por nossos representantes ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo. A idéia é gerar um documento que sintetize o curso que estamos tendo e exemplifique o curso que queremos ter.
_ 3º momento: Durante toda a semana seguinte, logo após o feriado, estaremos acampando no pátio do CEMUNI III. Não será motivo de festa ou rebeldia. Não passará pela porta do CEMUNI nem um litro de catuaba, nem uma latinha de cerveja durante os períodos em que estivermos a sós no prédio. Estaremos dispostos a discutir os rumos de nosso movimento, propostas para o curso, propostas para a cidade de uma maneira geral, quem sabe até para o mundo inteiro, porque queremos, sim, mudar o mundo! Pretendemos organizar as próximas eleições para o centro acadêmico, vamos ler e fazer poesia, vamos nos organizar. A partir desta data, este grupo deixará de existir, porque outros, mais representativos e menos informais, vão surgir para movimentar novamente o curso de graduação em arquitetura e urbanismo da UFES. Contamos com você!